Resenha: Belleville

Resenha por Brunna Carolinne

Autor: Felipe Colbert
Editora: Novas Páginas
Número de páginas: 304

Como pôr em palavras o quanto uma arrebatadora história te tocou? Simplesmente amei Belleville e não me sinto nem um pouco apta para falar desse lindo livro, mas, antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que eu tentei.
Lucius irá cursar Matemática em uma das melhores universidades do país. Ele acaba de se mudar para Campos do Jordão e, a partir de então, viverá sozinho pelos próximos 5 anos em um casarão alugado por um preço bem barato. Apesar da residência estar velha e com canos que fazem barulhos estranhos, Lucius decide ficar na casa porque sua situação financeira não está tão boa, além do mais, ele está bastante focado em seus estudos e, como a moradia fica um pouco afastada da agitação da cidade, ela será um bom lugar para o rapaz estudar tranquilamente.
Explorando o quintal de sua nova casa, Lucius se depara com uma construção inacabada de algo que parece ser uma gigantesca montanha-russa caseira. O universitário fica mais intrigado ainda quando encontra uma carta bem comovente escrita por Anabelle (a antiga dona do casarão) em 1964, que está endereçada a algum futuro morador. Nela, a moça está pedindo para o leitor continuar com a construção da montanha-russa, Belleville, que é um projeto de seu pai que morreu sem ver o brinquedo totalmente construído. Sensibilizado com a história da bela jovem, mas sem ter como colocar o pedido dela em ação, Lucius resolve escrever uma carta também para algum próximo morador, ratificando o desejo (e a importância) de Belleville ser finalizada. É aí que a vida do rapaz muda completamente. Começando com uma intensa troca de correspondência com uma pessoa que vive 50 anos antes dele, e culminando com um arriscado resgate, mas não sem antes passar por uma relação de carinho e paixão, Lucius nunca mais vai querer se separar de Anabelle.
Anabelle, uma garota tão meiga e delicada, enfrenta diversas dificuldades, e o leitor passa a compartilhar da mesma vontade de Lucius: ajudar a jovem. Mas o amor é mágico, e, por mais que Lucius e Anabelle estejam separados por 50 anos, não tem como não torcer para que o relacionamento deles dê certo.
Com a narrativa se alternando entre 2014 e 1964 (sem, de maneira alguma, deixar a leitura confusa), e com comoventes personagens, a história de Belleville consegue tocar o coração do leitor de tal maneira que é impossível não se envolver com a obra. Senti um misto de sentimentos tão profundos que até fiquei agoniada com tanta emoção que o livro transborda. Umas cenas, em especial, são bem fortes e tão bem descritas que até senti enjoo da situação. Quão intensa é uma narrativa para provocar isso no leitor? Pois é!
Quando você lê um livro e gosta bastante dele, você quer que outras pessoas tenham a oportunidade de lê-lo, e que elas gostem tanto quanto você. Então, por favor, não deixem de ler Belleville. Vocês vão gostar Espero que gostem tanto quanto eu.
"(...) é como dizem: não faça da sua vida um rascunho, ou poderá não ter tempo de passá-la a limpo."
pág. 152

6 comentários:

  1. Cara, você é a pessoa mais critica que eu já conheci, e pra ter se apegado a esse livro dessa forma, ele deve ser muito bom.

    http://minhasprimeirasimpressoes.blogspot.com.br/

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  2. "Quando você lê um livro e gosta bastante dele, você quer que outras pessoas tenham a oportunidade de lê-lo, e que elas gostem tanto quanto você". Com essa frase eu acho que você já sabe exatamente o que eu senti ao ler sua resenha. Extremamente feliz por saber que você gostou tanto assim.
    Como você bem sabe, esse livro mexeu de uma forma inexplicável. Também senti dificuldade ao escrever sobre tudo o que encontramos nessa obra, que de fato causa um misto de emoções. Emoções que permanecem até hoje.

    Beijos,
    Ricardo - www.overshockblog.com.br

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  3. Quero muito ler esse livro !
    Sua resenha ficou ótima e me atiçou mais ainda pela leitura!
    Parabéns pelo texto! ;D

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  4. Nossa, eu li essa resenha e me fez lembrar muito do filme A casa do lago, onde o casal também está separado pelo tempo e trocam cartas... Muitíssimo parecido, será que o Felipe se inspirou no filme quando escreveu o livro? No livro o casal tem em comum a questão da construção da montanha russa, e no caso do filme o casal tem em comum a casa do lago, impossível não traçar um paralelo, lógico que estou considerando somente a resenha pois ainda não li o livro, mas fiquei curiosa agora. hahaha..

    GFC Fernanda Fernandanger
    fernandanger@gmail.com
    youtube.com/refugiodasletras

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  5. Adoro a capa desse livro e a história parece ser incrivelmente boa, morro de vontade de ler, principalmente sabendo que é um autor nacional que está sendo tão elogiado por todos!

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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  6. Muito massa! A primeira vez que vi foi no Skoob, estou concorrendo a uma cortesia - torcendo pra ganhar - só pela capa já indentifiquei que é o tipo que gosto de ler, e agora com a sua resenha, tenho certeza! Além do mais, o que é muito show é que ele tem uma história parecida - pessoas que se correspondem em tempos diferentes por cartas- com um dos meu filmes PREDILETOS. Vale a pena vc assirti-lo, ele chama: A Casa do Lago. Você vai amar!! É perfeito! P.s.: Entendo totalmente a conexão com livro de até sentir enjoo.

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